sábado, 18 de setembro de 2010

Vou levando a vida do jeito que a vida me leva.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Aperto no coração


A paixão é realmente uma brisa passageira, que passa e que marca.
o que é eterno não é o amor, mais sim a dor, a cicatriz.

Thalles Azevedo.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

No meu jardim, eu que mando!


Os tempos passam e insisto no meu egoísmo particular, sobre o meu comando, no meu jardim eu que mando, não quero nem flores, muito menos borboletas! Pra ser sincero não sei o que quero na realidade, continuo apostando no invisível, no inexistente, apostando no que só eu creio e conheço, sim, no meu "nada" particular, que não me acrescenta "nada", mas, pelo menos o "nada" eu tenho. Borboletas não podem nos devolver o que um dia foi roubado, você pode até ouvir que elas são bonitas, mas a beleza é um mero enfeite, borboletas são fracas assim como a nossa dor. Pode parecer que dificulto as situações, mas, não corro atrás de borboletas e nem as quero no meu jardim, por enquanto ou até mesmo pra sempre.
Thalles Azevedo

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Gotas de nostalgia


Ele acordou em mais um dia chuvoso, abriu a janela e olhou para o céu que permanecia na escala de cinza, como em alguns depressivos dias anteriores. Éra cedo pra pensar em algo, mais o sentimento que desejou esquecer continuou naquela manhã, martelando na memória como as gotas da chuva na janela de metal. Ele deu as costas, e se dirigiu ao banho, mais não conseguiu lavar da alma todos os pecados, também não aliviou o peso da sua consciência inconstante. Ele vestiu uma peça de roupa qualquer, que achava que caía bem em seu corpo, desejava que o externo fosse mais colorido do que a negra confusão mental. Depois de tudo, ele partiu para mais um dia corrido, afinal de contas, o que vale, é que ele ainda vive, e se ele vive, muito ainda pode acontecer!
Thalles Azevedo.




sexta-feira, 24 de julho de 2009

Solidão? Acho que não!


Solidão? O ministério da saúde ainda não adverte, mais esta palavra pode causar calafrios!

O cantor Fabio Junior poderia cantar novamente sobre os vinte e poucos anos, sobre os meus, e sobre os dele que sem dúvidas já passaram; na minha concepção ele também tem medo dessa palavra, solidão. Correto?

Diversos casamentos não seria a melhor saída para este tão romântico ícone das marcantes e melosas músicas brasileiras e personagem principal de comentadas paixões passageiras, fato! Alguma solução? Não, ninguém encontra... Solidão é o "câncer" da imaginação, ninguém está liberto destas dores psicológicas, levando em conta o medo precipitado, gerando o suicídio da imaginação! Praticamente um doloroso mundo interno, o seu, o meu o de todo mundo mesmo!

Eu em toda minha intensidade e ansiedade de viver, ultimamente tenho preferido pensar, pensar mais do que arriscar... Mais se consigo me segurar, já são outros quinhentos... Cadê a pessoa certa meu Deus? Fico com um pé atrás, imagina se Deus comentasse nesse post dizendo o nome da pessoa certa, eu infartava, imagina a cena?

Casar várias vezes ou optar em viver sozinho... Qual é o erro, ja que poucos acertam? Quem tem coragem que encontre! Mais será que o famoso garanhão ainda "nem por você, nem por ninguém desfaz dos seus planos"? Quem ainda tem pique que arrisque!
Vamos vivendo minha gente,
Beijos nos corações dilacerados de quem também tem medo! Thalles Azevedo.

domingo, 31 de maio de 2009

Viver como um escolhido


Viver como um escolhido é uma missão... Uma missão obrigatória e imposta a todos nós filhos do mesmo Deus, que nos escolheu para contribuirmos na multiplicação do amor, e carregarmos também nossa cruz, em busca de uma felicidade eterna...

Assim foi com Maria, a virgem que antes do cristo provar seu amor por nós, já se dedicava a uma vida santa, vivida por um amor sentido em tamanha pureza, porém invisível aos olhos humanos.

Desta forma, entre todas as meninas e mulheres, ela foi exemplo de simplicidade e escolhida pelo criador de tudo, que em sua infinita bondade foi extremamente sábio em eleger a melhor pedagoga para a criação de seu filho, tornando-se a grande responsável por toda a educação em amor de um menino Deus aqui na terra, para que sua palavra fosse referência a todos nós.


Humanamente Jesus Cristo foi o corpo de um ser humano, educado por uma mulher guiada pelo Espírito Santo de Deus, uma escolhida, Maria, menina, mulher e mãe... Exemplo de dedicação ao amor verdadeiro, que nos ensina também a vivermos como escolhidos, sempre com verdadeiros amigos, luz para os inimigos e força para o mundo. Mãe da fé, referência para toda mulher sobre o poder e o dom de ser mãe e amiga.

Religiosidade, e o ato de ser devoto e fiel, não nos impõem a obrigação de sermos dominados e alienados por regras, mais também não nos dá o direito de criarmos nossas próprias regras. Deus nos pede apenas felicidade, esperança e amor, e todo esse bem simples, vem dele, e tudo o que é dele devemos ser aos outros, sempre. Mesmo em tempestades, tribulações e dores, queremos ser somente um pouquinho do que ela foi, humilde, guerreira e pra sempre Maria!


Thalles Azevedo

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Crescimento, lembranças e "ventinho" de Outono

Hoje me deu vontade de escrever o que vier na telha, e o que me vem de imediato é a palavra "risco", digo o risco do verbo arriscar. Engraçado que ao escrever esta palavra, logo me vem a cabeça a idéia das amizades. Parece que não tem ligação, mais uma situação me fez ligar...
Ao passar de carro em algumas ruas antigamente percorridas pela cidade, fiquei me indagando sobre quantas vezes eu já havia passado por aqueles caminhos, e ao ter a lembrança desses caminhos já traçados, recordava-me que sempre estava acompanhado por algum amigo. Foi nostálgica a experiência desses pensamentos. Alguns destes amigos já nem me acompanhavam mais, outros o destino os colocou em trilhas opostas, enfim, me restou sozinho por aquele caminho já percorrido!
Mas, ainda me restava uma salvação, será que eles também se lembravam daqueles caminhos que passavamos acompanhados? É, só são lembranças. Ah, mais as lembranças, estas que se misturavam com o ventinho úmido e gelado, sobre o sol ardidinho de Outono, nossa, esse clima me dá vontade de abraçar alguém, com toda a sinceridade e carinho do mundo, até que a noite escureça e o sono nos adormeça... Muito bom, mais voltando ao assunto, estes fatores descritos tornaram a situação mais saudosa e dolorosa, afinal que diabos acontecia que me restara naquele carro sozinho, ouvindo um "sonzinho" tão de Inverno... Estação errada para aquela música. Refletia, de duas ou uma: Ou eu não cultivava as amizades, ou as amizades não me cultivavam? Sinceramente, não sabia me responder!
Persisti a caminhar somente por ruas conhecidas, o motor roncava, e as idéias eram tantas, que a marcha já nem me lembrava de passar. Quando me deparei, estava em uma outra localidade, uma rua diferente, onde um sol pincelava no meu rosto junto o chuvisco que caída dos céus, para dentro do meu carro, meu Deus, isso foi mais nostálgico ainda. Recordei-me da infância, época de "péga-péga", "esconde-esconde", com os humildes detalhes dos pés no chão, eita época boa, esse tempo parecia que de tanta ingênuidade alegria e amor puro de criança, Deus brincava com a gente o tempo todo, além do mais, não tinhamos tantas obrigações, além de ter que pegar a primeira bermuda furada quando da escola chegava, a digestão do almoço nem se completava e pra rua me esbaldava até o céu cair em tons azul marinho e violeta.
Foi nesse momento que percebi aonde estavam as minhas amizades hoje. Estavam todas ocupadas, atarefadas, cheio de afazeres e responsabilidades. Mas e eu? O quê eu fazia na rua já que as pessoas que antes me acompanhavam hoje estavam ocupadas? Eu estava alí, dentro de um carro que troquei por bicicletas, usando calça jeans que troquei pelas antigas bermudas furadas, e o par de tênis quentes que troquei pelos livres pés no chão.
Como diferente da infância, eu já não podia mais voar, estava indo pagar algumas contas atrasadas, pois infelizmente também tenho as minhas responsábilidades, mais o difícil é acreditar que é complexo e inútil a gente brincar de ser gente grande, e ao olhar pra trás, fica mais difícil aceitar a hipótese de que certas coisas, no futuro não vão voltar, e se não voltaram infelizmente deve ser porque cresci e crescemos, sempre. E se cresci nestes riscos que já corri, algumas amizades, na disputa com o tempo, dolorosamente tive que ceder. E assim, mais uma vez nostálgicamente continuo a viver!

Thalles Azevedo